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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Biografia: Caminhos de uma itinerância na vida do Bispo Adolfo

Bispo Adolfo Evaristo de Souza nasceu em 11 de fevereiro de 1944 na cidade de Rinópolis, interior de São Paulo. Faleceu na tarde de domingo, 30 de outubro, após ter presidido mais um Concílio Regional na Região Missionária na Amazônia (Rema), aos 67 anos, vítima de infarte. Teve duas paradas cardíacas, uma em Ouro Preto do Oeste e a outra em Jí-Paraná, ambas cidades em Rondônia. Os médicos tentaram por 35 minutos reanimá-lo, mas o Senhor o chamara para a glória celestial.

O Bispo Adolfo relata em seu livro, "Fé no Caminho de uma Vida", (publicado este ano), que resolveu santificar o próprio nome. "Nasci em 1944, ano da II Grande Guerra Mundial, onde o grande líder foi um sanguinário de nome Adolf Hitler. Na juventude resolvi santificar meu nome, pois não sabia a razão do meu pai ter me batizado como Adolfo", diz firmando ainda que o desejo maior era de promover a vida ao invés da morte. "Não queria ter sobre mim o peso da morte e por isto orei ao Senhor para que fizesse de mim um promotor da vida" (p. 19).

Filho de uma família pobre, os pais Izidoro Evaristo de Souza e a Maria Guilhermina Pereira de Souza, se mudaram para a capital paulista na década de 40 em busca de recursos para sustentar as dez pessoas da família.

Metodista desde criança, os caminhos ensinados pelos pais ficaram na memória como é registrado no livro. “Dos ensinos recebidos na Escola Dominical, ficaram bem na memória a Oração do Pai Nosso e, esta oração teve um impacto muito grande na minha vida”, relata.

Morou em Vila Bela, na Rua da Eras nº 13, contígua Rua Ibitirama, e vivia na rua com a as outras crianças. Um dia ele resolveu pegar umas moedas do cofre do pai. “Numa madrugada estando só, peguei o cofrinho e comecei a puxar moedas, quando ouvi uma voz: ‘não pega’”. Achando que estava sendo observado por alguém, ele abre a janela e depois a porta. “Morávamos num cortiço e nada, ninguém me espiava. Voltei ao serviço da captura das moedas e ouvi novamente: ‘não pega’”, de imediato o pequeno Adolfo entendeu que Deus estava exortando-o, mas como criança sem dono, deu uma resposta inusitada à voz misteriosa. “Depois de alguns dias as trago de volta” (p.21).

O garoto travesso, 15 dias depois volta aprontar. “Tomei uma xícara de café, derramei querosene e risquei o fósforo e quando as chamas começaram a baixar, tomei o garrafão derramando mais líquido”, segundo ele, o que gerou uma grande explosão e sua avó ficou de joelhos orando para que não houvesse nenhuma queimadura. A partir dessa experiência de criança com seis ou sete anos como relata, tudo que acontecera doravante era compartilhado com Deus.

O garoto cresce e conclui o “Ginasial” em 1965 no Colégio Estadual José Bonifácio de Carvalho, em São Caetano do Sul, SP. Sentiu Deus chamá-lo para a Seara no ano seguinte. O Rev. Durval de Oliveira fez sua recomendação à Faculdade de Teologia com a aprovação do Concílio Local da Igreja Metodista em São Caetano.

Em 1967 é matriculado no Curso Básico da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista – FATEO, à “Casa dos Profetas” como relata. A Fateo vivia algumas tensões próprias de um mundo em transformações sociais. A turma de 1967 convidou como paraninfo Dom Helder Câmara, o que provocou um desagrado em grande parte dos metodistas. Os contratempos fizeram com que os alunos entrassem em greve.

Casado com Dona Aurelita em setembro de 1968, cerimônia realizada pelo Rev. Dorival Rodrigues Beulke, teve dois filhos: Arnaldo Luiz e Ana Cristina. Em oração, recebe a confirmação de Deus que voltaria aos estudos teológicos no ano seguinte. Adolfo Evaristo de Souza era um dos nomes confirmados no Concílio Regional da Terceira Região Eclesiástica para efetivar a matrícula em janeiro de 1969.

Formou-se no ano seguinte recebendo a primeira nomeação para Jardim Vila Galvão, em Guarulhos, SP. Depois de formado percorreu os caminhos da itinerância pastoral passando por Suzano, Sorocaba, Santo André, Central de São Paulo. Também esteve em missões no Nordeste: Recife, Jaboatão dos Guararapes, PE, João Pessoa, PB e Campina Grande, PB.

Em 1997, o 16º Concílio Geral realizado em Piracicaba, SP, elege e envia-o para presidir como Bispo a Terceira Região Eclesiástica da Igreja Metodista. Seu episcopado é marcado por um projeto missionário com ênfase na santificação. Seu ritmo de deslocamento é bastante intenso, tendo rodado cerca de 90 mil quilômetros em um ano.

Foi reeleito Bispo no 19º Concílio Geral em Brasília, DF, para dar continuidade à missão na Rema, mas o Senhor o tomou para si. Como ele mesmo afirma no prefácio do livro ele sempre se dispôs a ir onde Deus o enviasse.

“Não programei a vida, a fé é que me programou, e um dos textos bíblicos que mais se identifica comigo está em João 3.8: ‘O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Ao Senhor Jesus, a honra, a glória e o louvor sempre.”

Segura na mão de Deus e vai...

Pr. José Geraldo Magalhães Jr.

Falecimento Bispo Adolfo Evaristo de Souza

Portanto, assim diz o Senhor Deus:...aquele que crer não foge.? (Is 28.16).

Eis o versículo que nos trará a memória este homem que Deus separou para fazer sempre a sua vontade como Pastor e como Bispo. Sempre o vi na luta e na defesa da Fé. Não temeu diante da adversidade, não mudou seu discurso, foi íntegro, coração totalmente nas mãos de Deus. Homem de Oração, na busca da face do Senhor e de cumprir a sua vontade em todo tempo.
O sentimento realmente é de órfão na Igreja Metodista, pois carecemos de homens assim, profetas de Deus, que cumprem o seu chamado diante de qualquer situação. Não desistem da caminhada, e não cansam de esperar pela ação do Senhor.
Deus assim o quis, e assim o chamou. Sei que estará na presença do Pai e como Paulo um dia disse a Timóteo, é o que ouço ao me deparar com a sua morte: " Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. "
Sentiremos muitas Saudades, mas temos a alegria de um dia, naquele grande dia, nos reencontrarmos novamente. Bispo Adolfo, exemplo de vida a ser seguido!


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Estudo para o discipulado da Juventude

JOSÉ


Quem era José? O livro de Gênesis devota quase trinta por cento dos seus capítulos à vida de José, filho de Jacó. A sua vida foi incomum, pois ele foi vendido para a escravidão no Egito quando tinha dezessete anos, e naquele país ele passou os treze anos seguintes como escravo e na prisão. Tinha apenas trinta anos de idade quando tornou-se governador da maior civilização daquela época. Ali, em terra estranha, casou-se com mulher estrangeira, e viveu e reinou no Egito durante oitenta anos.
José era o filho favorito de Raquel, esposa favorita de Jacó. Este lhe deu uma capa de muitas cores, que indicava para os outros irmãos que Jacó pretendia dar-lhe a primogenitura. Hoje em dia diríamos: “Ele nasceu com uma colher de ouro na boca”.
Teria riquezas que haveria de herdar, posição e benção; contudo, não foi este o plano de Deus para a sua vida. Leia como Deus permitiu que todas estas cousas ruíssem por terra, e grande humilhação se abatesse sobre ele durante trinta anos, enquanto preparava-o para cousas maiores.
Como era a vida na época de José? Jacó e seus filhos eram pastores ou vaqueiros. Cuidavam de seus rebanhos, criavam suas famílias, e geralmente procuravam servir a Deus. Com a idade de dezessete anos, José foi introduzido ao Egito, que era culturalmente muito mais desenvolvido que Canaã. Sabe-se que toda a arte e ciência da Grécia foram copiadas do Egito. Todavia, a liberdade e os direitos humanos estavam no mais baixo nível. A vida humana tinha pouco valor. A escravidão florescia com todo o vigor.
Que problemas semelhantes aos nossos José enfrentou? José não foi compreendido pela sua família, era invejado e odiado por seus irmãos. A sua juventude não podia ser suave, em tais circunstâncias. Não lhe foi fácil ser repentinamente degradado da posição de filho mimado de Jacó, para ser escravo na casa de Potifar, no Egito. Ele foi colocado em posição dificílima. Foi sujeito à tentação da esposa do seu senhor.
Hoje em dia, parece que essa tentação é muito pouco diferente. Quando ele foi elevado repentinamente da prisão para o trono, enfrentou a tentação do orgulho e da arrogância, que uma prosperidade assim, súbita, propicia. Mais tarde, ele teve todas as oportunidades de vingar-se dos seus irmãos por causa da traição que eles lhe haviam feito, quando menino. Todas estas tentações e problemas têm derrotado muitos homens, e ainda estão fazendo com que muitos não cumpram a vontade de Deus para as suas vidas, hoje em dia.
Como foi que José resolveu os seus problemas? José tinha fé e dependência básica de Deus (Gênesis 39:4-8; 50:19, 20), que o mantiveram fiel em meio a todas estas circunstâncias e problemas. Quando você lê acerca do perdão que ele concedeu aos seus irmãos, da sua fidelidade em face à adversidade, lembre-se de que foi a sua fé robusta em Deus que fez dele um homem fiel.
A vida e as oportunidades de José foram maiores ou menores do que as nossas? A vida era mais simples naquela época do que agora, mas era mais primitiva e incerta em outros sentidos. São as épocas e circunstâncias que colocam diante de nós grandes oportunidades, pois é Deus que nos dá a oportunidade de realizar grandes feitos em nossas vidas? No caso de José, Deus o ajudou e lhe deu o lugar. Para nós também, Deus é o único que exalta o humilde coração que confia, e abate o orgulhoso e ímpio. Hoje em dia, temos uma oportunidade ainda maior que José, para andar com Deus, pois Ele está derramando do Seu Espírito mais amplamente, nestes dias.
Leitura designada: Gênesis, capítulos 37 a 50.
Esboço da Vida de José
1. Seus pais - Gênesis29:31; 30:1, 22-24.
2. Suas primeiras relações familiares, suas revelações e sonhos – Gênesis37:1- 22.
3. Vendido como escravo – Gênesis37:23-36.
4. Escravatura e prisão – Gênesis39 e 40.
5. Libertado e exaltado – Gênesis41.
6. Perdão semelhante ao de Cristo - Gênesis42 a 50.
7. Os seus ossos levados para Canaã quatrocentos anos mais tarde – Gênesis50:24-26; Êxodo 13:19.
Perguntas para Estudo e Discussão
1. Em Gênesis capítulo 37, note os problemas que a parcialidade paterna suscita em uma família. Se um pai (ou mãe) é parcial em benefício de um dos filhos, que problemas isto suscita?
2. Descreva como José tornou o mal com o bem.
3. A família de José o compreendia quando ele era menino e recebia sonhos de Deus? Como podemos entender melhor os membros de nossa família?
4. Que fez José quando tentado a pecar, pela esposa de seu senhor? Há ocasiões em que fugir é melhor do que lutar?
5. Você acha que Deus preparou tempos difíceis na mocidade de José, afim de prepará-lo para as grandes bênçãos do futuro?
6. Se José não tivesse sido vendido para o Egito, mas se lhe fosse permitido continuar como filho mimado e favorito de Jacó, é possível que a predileção de Jacó tivesse destruído o seu caráter de maneira mais eficiente do que as adversidades que ele enfrentou?
Grandes Temas da Vida de José
Pagar o mal com o bem.
Como enfrentar da Tentação.
O valor das Dificuldades.